sábado, 3 de março de 2012

Inner Work Life: O motor da performance


Inner work life (“vida de trabalho interior”) é caracterizada por percepções, emoções e emoções que as pessoas experienciam ao longo dos seus dias de trabalho. Reflecte o envolvimento da pessoa no seu trabalho no dia-a-dia e é crítico para a sua performance.

Emoções são reacções sentimentais boas ou más. Por exemplo, é:
- o prazer que se sente quando se resolve um problema difícil;
- a frustação que se sente quando as soluções falham;
- a desilusão quando o chefe rejeita o seu plano;
- é o orgulho quando o chefe reconhece a sua criatividade;
- é a gratidão que se sente quando um colega ajuda.
Contudo emoções é apenas uma pequena peça do puzzle, e os administradores tendem a se focar apenas neste aspecto quando se focam só na inteligência emocional.

Percepções (pensamentos ou cognições) podem ser desde as impressões imediatas até teorias desenvolvidas acerca do que está a acontecer ou sobre o que significa. Por exemplo, é:
- observações feitas acerca de uma situação que ocorreu no trabalho;
- julgamentos acerca da organização ou das suas pessoas;
- questões que nos surgem devido a determinada situação (“estes administradores sabem o que estão a fazer?”, “os meus colegas são competentes?”, “o trabalho que eu faço tem algum valor?”).
Cada um de nós interpreta cada evento ocorrido no trabalho de acordo com a nossa experiência dentro da nossa organização.

Motivação (impulsionador) é a vontade de fazer algo que necessita de ser feito num determinado momento. É a combinação entre a escolha da pessoa para fazer uma tarefa, o desejo de se esforçar a fazê-la e a vontade de persistir nesse esforço.
As 3 fontes de motivação mais relevantes são:
- Motivação extrínseca: motivação para fazer algo para obter algo, por exemplo, o salário e os benefícios. É aquilo que nos faz trabalhar 14 horas por dia para cumprir um prazo.
- Motivação intrínseca: é a paixão pelo trabalho em si, porque o trabalho é interessante, entusiasmante, envolvente e pessoalmente desafiante.
- Motivação relacional ou altruísta: cresce da necessidade de conectar com outras pessoas e de ajudá-las. Por um lado, é a camaradagem que permite colaboração entre colegas. Por outro, pode ser “o meu trabalho ajuda pessoas com diabetes tipo 1”.
As diferentes formas de motivação coexistem na mesma pessoa, ao mesmo tempo, para o mesmo trabalho.


Então, se positive inner work life é crucial para uma performance de nível alto, como fazemos para ter positive inner work life?
Resposta simples: fazemos progresso num trabalho significativo – este aspecto designa-se progress principle. Progresso pode ser apenas pequenas vitórias que leva a um impacto positivo no inner work life.
Progresso é quando os funcionários vêem o seu progresso (por exemplo, numa checklist) ao contribuir para um objectivo significativo.

Num questionário a 669 administradores, nenhum deles contemplou esta variável progresso como um dos 5 motivadores mais importantes nas suas companhias. Então como é que a introduzimos nas organizações?
1) Dar objectivos claros no trabalho;
2) Permitir o máximo de autonomia possível;
3) Criar mecanismos de aprendizagem a partir dos erros;
4) Mostrar respeito e fornecer suporte emocional.


Até que ponto os funcionários sentem que estão a progredir nas suas funções?
Existem objectivos claros? Estes podem ser medidos de modo a monitorizar o seu progresso?