quinta-feira, 22 de março de 2012

Onde é que se vê daqui a 5 anos?

A pergunta mais frequentemente feita pelos recrutadores/empregadores.

Actualmente as profissões estão a evoluir de forma tão rápida que já nem faz sentido planear a carreira a longo-prazo. Quando os próprios empregadores não sabem qual será o futuro da área da sua empresa, dificilmente receberão a resposta desejada.
Este tipo de pergunta “o que espera daqui a 5 anos?” pode ser uma forma de explorar ou conhecer a ambição, a personalidade, os valores e o processo de pensamento do candidato; relevando se a pessoa é ou não indicada para um determinado ambiente ou função.

Mas será que uma pergunta feita no presente também não explora estas variáveis de forma mais precisa?
“Onde é que o candidato se tem dedicado ou empenhado mais na sua vida?”
“O que realmente o entusiasma? Que tipo de coisas não consegue tirar da cabeça?”
O que as organizações precisam actualmente é de COMPROMISSO - são pessoas que querem realmente fazer um trabalho fantástico e que estão motivadas.
Então o “músculo” do compromisso está desenvolvido?
Este tem de ser avaliado através de questões relacionadas com experiências anteriores.

“Porquê deseja tanto trabalhar na nossa empresa?”
Neste tipo de perguntas o candidato vai se sentir tentado a dizer aquilo que queremos ouvir, em vez de serem honestos e verdadeiros. Eles querem convencer tanto a si próprios como aos empregadores que estão entusiasmados com a empresa. Isto não está errado, mas há outras formas de avaliar se os valores do candidato estão a sincronia com os da empresa: até que ponto ele tem a capacidade de se comprometer inteiramente a um projecto ou iniciativa? Esta capacidade é avaliada com base em exemplos dados pelo candidato, histórias da vida em geral. Por exemplo, quando o candidato costuma ir correr em maratonas.

É tudo uma questão de compromisso!
Quando um candidato fala das suas paixões e vontades, ele será destacado.

In "Harvard Business Review Blog"

Quando recrutamos procuramos compromisso?